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sábado, 9 de abril de 2011

CACHAÇA VALE VERDE

REALMENTE A MELHOR, COM O
MELHOR
CUSTO-BENEFÍCIO...RS
A cachaça Vale Verde, que já é lider de mercado nacional de cachaças artesanais, é hoje um produto para exportação, sendo referência mundial de qualidade. Nos ultimos anos a Vale Verde aumentou sua linha de produtos e conquistou vários prêmios nacionais e internacionais. Com certificação voluntária do INMETRO. A única cachaça com 100% da renda revertida em ações de conservação ambiental.

MEDALHA DE OURO DO PRÊMIO CACHAÇA MASTER 2010
DA REVISTA INGLESA THE SPIRIT BUSINESS


MELHOR CACHAÇA EXTRA PREMUIM NO RANKING PLAYBOY

1º LUGAR 2007 E 2º LUGAR 2009


MELHOR RÓTULO DA AMÉRICA LATINA NO PRÊMIO

THEOBALDO DE NIGRIS/ABIGRAF 2007


1º LUGAR NO 1º FESTIVAL DA CACHAÇA AMPAQ/MG


1ª CACHAÇA A RECEBER O SELO DE QUALIDADE AMPAQ/MG


A cachaça ganha sabor e a cor dourada quando envelhecida nos tonéis de carvalho europeu. Os barris recebem o selo do Ministério da Agricultura e são lacrados para envelhecimento de 3 anos, sendo liberada para comércio só após este período. Mais de 2.000 barris estão hoje armazenados num galpão com mais de 100 de comprimentos, mantidos sob temperatura e umidade controladas por um sistema interno de circulação de água.

PRODUTOS

VALE VERDE cachaça extra premium: 3 anos de envelhecimento em tonéis de carvalho, teor de 40% vol. seu sabor suave conquistou a preferencia dos apreciadores de cachaça. Disponível em garrafas de 1L, 700ml. e 50 ml. Preço de mercado R$ 43,50 - Dica: experimente gelada



MINHA DEUSA cachaça branca de minas: armazenada em tonéis grápia, o que permite sentir de maneira mais acentuada o sabor da cana. Teor de 40% vol. Medalha de ouro no Cachaça Master 2010. Disponível em garrafas de 1L, 700ml. Preço de mercado R$ 29,50



VALE VERDE 12 ANOS edição limitada: Teor de 40% vol. produzida com requintes artesanais e tornou-se objeto de desejo para colecionadores e apreciadores da boa e sofisticada cachaça. Disponível em garrafas de 700ml. Preço de mercado R$ 262,00



VALE VERDE 25 ANOS: Ela é comemorativa pelos 25 anos da produção da extra premium de cor amarela 3 anos de envelhecimento em tonéis de carvalho, teor de 40% vol. Disponível em garrafa de 700ml. Preço de mercado R$ 74,90



LICOR DO MESTRE: Elaborado a partir de uma mistura da cachaça Vale Verde e 7 ervas finas, o fabricante garante que são ingredientes que conquistam paladares. Com teor de 36% vol. Disponível em garrafa de 750ml. Preço de mercado R$ 93,50



GELATINA DE CACHAÇA: A gelatina de cachaça é famosa pelo seu sabor exótico e aroma suave - Embalagem com 350g - Preço de mercado R$ 18,90

O ALAMBIQUE AINDA POSSUI UM
PARQUE ECOLÓGICO



A apenas 42 Km de Belo Horizonte, o Vale Verde Parque Ecológico, localizado em Betim, é uma reserva natural que mistura beleza, cultura e lazer. Projetado para preservar a fauna e flora, proporciona a toda família um passeio em um ambiente agradável e tranqüilo, em contato com a natureza. Um verdadeiro paraíso dentro da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O Vale Verde oferece diversas atrações de lazer, como passeio de charrete, viveiro encantado de lóris, trilha ecológica, pedalinho e tirolesa. Destaque para a exposição de pássaros raros, como a Harpia (o maior rapinante das Américas) e de orquídeas (são 20 mil exeplares em todo Parque).
Para os adultos, são oferecidas visitas ao processo de produção da cachaça Vale Verde, considerada pela Revista Playboy como a melhor cachaça artesanal do Brasil, e visita ao museu que conta a história da bebida.

Outro destaque é a maternidade de aves onde os visitantes poderão conhecer o processo de reprodução e crescimento dos animais, com segurança e sem colocar em risco a vida e saúde dos filhotes.
O Parque recebe ainda, grupos escolares onde são desenvolvidos roteiros pedagógicos personalizados. Possui, também, um belo restaurante com cardápio da cozinha internacional.

VALE VERDE ALAMBIQUE E PARQUE ECOLÓGICO
ROD. MG 50, KM 39 - BAIRRO VIANÓPOLIS - BETIM/MG - BRASIL
Parque Ecológico: (31) 3079-9171

sexta-feira, 8 de abril de 2011

EXPOSIÇÃO DE RÓTULOS DE CACHAÇA

EXPOSIÇÃO TEM 400 RÓTULOS DE CACHAÇA

Até domingo (10/4), o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, tem duas exposições que investigam a identidade do design brasileiro. Caprichosamente engarrafada: rótulos de cachaça traz cerca de 400 rótulos, além de pedras litográficas, que fazem parte das coleções do designer gráfico e pesquisador carioca Egeu Laus e do acervo da Fundação Joaquim Nabuco, maior centro de estudos sociais do nordeste brasileiro. A exposição retrata a bebida que sempre esteve presente no cotidiano brasileiro e que circulou em todos os meios sociais. Muitas vezes o rótulo era idealizado pelo próprio dono do alambique e a gráfica apenas o imprimia.

Caprichosamente engarrafada: rótulos de cachaça
Data: até 10 de abril, terça a domingo, das 11h às 20h
Local: Instituto Tomie Ohtake - Avenida Faria Lima, 201, Pinheiros, São Paulo
Contato: (11) 2245-1900

Entrada franca!...Eba!

quarta-feira, 16 de março de 2011

OS 10 MANDAMENTOS DA BOA CACHAÇA

POR SÉRGIO ARNO, CHEF E DONO DA
UNIVERSIDADE DA CACHAÇA


1º MANDAMENTO ANALISARÁS BEM O RÓTULO Verifique o ano, a procedência, a cor, o lacre e a graduação alcoólica. Garrafa deve ser sempre transparente, pois a cor ajuda a identificar, entre outras coisas, as impurezas.

2º MANDAMENTO NÃO TERÁS PRECONCEITO Se de qualidade garantida, a cachaça não tem nada de "marvada". Ter preconceito é totalmente infundado.

3º MANDAMENTO BEBERÁS SEMPRE EM TEMPERATURA AMBIENTE A temperatura ambiente é ideal, pois mantém o aroma e o sabor intocados.

4º MANDAMENTO DARÁS A CADA CACHAÇA SEU FIM MERECIDO Para a mundialmente conhecida caipirinha, deve-se usar uma cachaça com teor alcoólico alto, pois o gelo dilui a bebida. E sempre branca. O sabor envelhecido não combina com a caipirinha. O mesmo tipo de cachaça, branca e forte, deve ser usado para culinária, pois o alto teor alcoólico flamba melhor. E, para beber purinha, vale a melhor cachaça, claro, envelhecida em tonéis de madeira e de boa procedência.

5º MANDAMENTO ESTOCARÁS SEMPRE Monte a sua adega. Mantenha as garrafas num ambiente escuro, fresco e longe da mesa, para evitar a tentação.

6º MANDAMENTO CONHECERÁS PARA DEGUSTAR Um pouco de conhecimento sobre o mercado e a história da cachaça ajuda a não levar gato por lebre. Salinas, por exemplo, é ícone da cachaça nacional, mas algumas marcas desconhecidas embarcam na fama e vendem pinga barata com a rubrica da cidade. Atenção às cachaças indicadas por este ranking. Livros, como o de Erwin Weimann, também ajudam.

7º MANDAMENTO NUNCA BEBERÁS CACHAÇA SOZINHO Cachaça é para bebericar com os amigos, é algo social. Quanto mais amigos se tem, mais cachaça na cabeça...

8º MANDAMENTO COMBINARÁS A BOA CACHAÇA COM A BOA COMIDA Tudo que é gorduroso vai bem com cachaça. Mas tem de ser branca, nunca envelhecida, porque o sabor da madeira compete com o do alimento. Cachaça envelhecida, só após as refeições, de preferência com um bom charuto.

9º MANDAMENTO CONQUISTARÁS AMIGOS E MULHERES Para impressionar, diga que cachaça envelhecida guardada no freezer ganha a viscosidade de um licor, e substitui até um bom brandy.

10º MANDAMENTO DEGUSTARÁS, MAS NÃO SE TORNARÁS UM CACHACEIRO As provas de cada cachaça devem ser pequenas. Mesmo. Mas não se cospe depois seria pedir demais. Tenha sempre água, pão ou bolinho para consumir entre as provas, para limpar a boca.

terça-feira, 15 de março de 2011

AS 20 MELHORES CACHAÇAS

Essa velha história de reunir um juri e proclamar os melhores não é muito digna de fé, todavia aqui vai uma primeira orientação.

RANKING DA CACHAÇA Reunimos os maiores especialistas do Brasil para eleger as 20 melhores aguardentes

Por Willian Vieira:
Cada vez mais, o Brasil deixa de ser o único país do mundo a se envergonhar do seu destilado.
A boa e velha cachaça há muito deixou de ser uma bebida sem valor. Hoje é apreciada em confrarias, tem admiradores mundo afora e já conta com legislação específica. Fatores que, combinados, impulsionam um mercado promissor, com lucro de até 600 milhões de dólares ao ano.

São mais de 5 mil marcas de cachaça legalizadas no Brasil e uma produção de cerca de 1,4 bilhão de litros ao ano. Nessa conta estão desde cachaças artesanais que levam anos para ficarem prontas e podem custar até 500 reais a garrafa, até pingas industriais produzidas em algumas horas e vendidas a 2 ou 3 reais. Um abismo não só de preço, mas principalmente de qualidade. Dizer qual cachaça tem sabor mais intenso, melhor buquê, melhor aroma e, em especial, qual realmente vale o que se paga por um vinho importado (embora raramente custe tanto) não é tarefa simples. Por isso, reunimos 13 experts no assunto e pedimos que eles votassem nas melhores cachaças do Brasil. Apurada a votação, levamos o químico especialista em destilados Erwin Weimann, autor do livro Cachaça: a Bebida Brasileira, à Universidade da Cachaça, em São Paulo, onde, ao lado do chef Sérgio Arno, dono da casa, ele degustou e comentou cada uma das 20 escolhidas. Confira aqui quais são, segundo os bons entendedores, as melhores aguardentes do país.


20º Lugar Volúpia
Procedência:
Alagoa Grande, PB
Graduação alcoólica: 42%
Envelhecimento: descansada um ano em freijó

Bebida de sabor forte e bastante pronunciado, a paraibana Volúpia é uma das duas representantes das cachaças nordestinas na votação dos especialistas. É descansada em freijó, uma madeira típica do Nordeste, raramente usada por outros produtorese que pouco interfere na bebida, o que explica a cor branca dessa aguardente.


19º Lugar GRM
Procedência: Araguari, MG
Graduação alcoólica: 41%
Envelhecimento: dois anos em carvalho, umburana e jequitibá-rosa

Cachaça envelhecida de excelente equilíbrio e harmonia. A combinação de três madeiras suaviza a força da umburana e proporciona um sabor palatável, puxado para o amargo.



18º Lugar Seleta
Procedência:
Salinas, MG
Graduação alcoólica: 42%
Envelhecimento: dois anos em umburana

Envelhecida em umburana, a Seleta é um bom exemplo da presença dessa madeira, que empresta um gosto acre, forte e persistente por muito tempo. Recomendada aos que gostam de sabores intensos.


17º Lugar Abaíra
Procedência:
Chapada Diamantina, BA
Graduação alcoólica: 42%
Envelhecimento: três anos em carvalho

Límpida e brilhante, com aroma suave. Nela prevalece o carvalho, que virou um símbolo de qualidade entre destilados, por causa dos whiskies e cognacs.


16º Lugar Lua Cheia
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 45%
Envelhecimento: entre dois e três anos em bálsamo

Das mais típicas de Salinas. O bálsamo confere a ela uma cor dourada e cintilante, além de trazer um sabor amadeirado e levemente apimentado.


15º Lugar Mato Dentro
Procedência: São Luiz do Paraitinga, SP
Graduação alcoólica: 41%
Envelhecimento: descansada oito meses em amendoim

Na variação Prata, a escolhida pelos votantes, ela é envelhecida em tonéis de amendoim, uma madeira neutra, que interfere pouco na aguardente, e dá coloração límpida. Tem sabor e aroma delicados, próximos da cana. Quase com "cheiro de roça".


14º Lugar Corisco
Procedência:
Parati, RJ
Graduação alcoólica: 45%
Envelhecimento: dois anos em carvalho

"É uma cachaça jovem, que ainda precisa envelhecer", afirmam nossos conhecedores. A combinação de muito álcool e pouco envelhecimento, característica das cachaças de Parati, resulta numa bebida forte e picante. Boa representante das pingas da região.

13º Lugar Sapucaia Velha
Procedência:
Pindamonhangaba, SP
Graduação alcoólica: 40,5%
Envelhecimento: dez anos em carvalho

É do envelhecimento no carvalho que vem o sabor e o buquê acentuados. Criada em 1930, tem fama de ser produzida com extremo cuidado.


12º Lugar Indaiazinha
Procedência:
Salinas, MG
Graduação alcoólica: 48%
Envelhecimento: oito anos em bálsamo

De cor dourada, passa por longo envelhecimento no bálsamo, o que dá a ela um sabor ligeiramente semelhante ao de amêndoa. "Para se beber de joelhos", diz Weimann.


11º Lugar Maria Izabel
Procedência:
Parati, RJ
Graduação alcoólica: 44% (o rótulo indica, erroneamente, 42%)
Envelhecimento: entre um e quatro anos em carvalho

Suave, agradável, de baixa acidez. Aroma e sabor lembram a cana. Se destaca entre as cachaças de Parati pelo esmero da produtora e pelo uso do carvalho.



10º Lugar Piragibana
Procedência:
Salinas, MG
Graduação alcoólica: 47%
Envelhecimento: 22 anos em bálsamo e carvalho

A Piragibana é harmônica, com sabor e aroma persistentes, ainda que delicados - resultado do longuíssimo envelhecimento em bálsamo e carvalho. Caso típico de influência da combinação de madeiras, aqui escolhidas por Juventino Miranda, o produtor.


9º Lugar Magnífica
Procedência: Miguel Pereira, RJ
Graduação alcoólica: 45%
Envelhecimento: três anos em carvalho

Uma cachaça equilibrada. Apesar dos 45% de graduação alcoólica, a Magnífica é uma bebida suave, que desce fácil e apresenta buquê simples de cana jovem. Sua cor límpida é mais um destaque.


8º Lugar Armazém Vieira
Procedência: Florianópolis, SC
Graduação alcoólica: 44%
Envelhecimento: quatro anos em ariribá

O ariribá, madeira do litoral catarinense pouco usada no armazenamento de cachaças, tem interferência mínima na bebida e permite que ela envelheça sem afetar o gosto da cana. Desce macia, segundo os especialistas, pois o frescor da cana equilibra bem com a madeira.


7º Lugar Casa Bucco
Procedência:
Passo Velho, RS
Graduação alcoólica: 40%
Envelhecimento: dois anos em bálsamo e carvalho

Seu aroma e o sabor de carvalho são persistentes e lembram um bom brandy. É ácida e um pouco forte, sabores típicos de um terroir com pH elevado. Para quem gosta de carvalho e de tudo o que a madeiraempresta à bebida.



6º Lugar Boazinha
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 42%
Envelhecimento: dois anos em bálsamo

Cor brilhante e viscosidade perfeita, com forte presença do bálsamo no aroma e no sabor, que persistem longamente. A Boazinha é uma clássica representante de Salinas, por causa da influência da madeira: cor bem amarelada e sabor marcante.


5º Lugar Claudionor
Procedência:
Januária, MG
Graduação alcoólica: 48%
Envelhecimento: entre um e meio e dois anos em carvalho

A cidade de Januária já foi sinônimo da bebida, mas perdeu a vez para Salinas como região emblemática da cachaça mineira. A Claudionor, porém, é ótima opção para quem gosta de cachaça à moda antiga, forte, com muito gosto de cana. Para adequar-se à nova legislação, teve de reduzir seus 54% de graduação alcoólica para "apenas" 48%. Transparente, apesar de bem envelhecida, Claudionor tem buquê neutro, de cana madura e bem descansada, cujo gosto persiste na boca. É uma cachaça com corpo, equilibrada, perfeita para quem foge das madeiras.


4º Lugar Germana
Procedência: Nova União, MG
Graduação alcoólica: 40%
Envelhecimento: dois anos em carvalho e bálsamo

Facilmente reconhecida numa prateleira devido à embalagem, a garrafa da Germana é toda revestida de folhas secas de bananeira por mulheres artesãs do Engenho de Nova União. O objetivo é proteger a bebida da luz e do calor e assim manter suas características. Antes de ser engarrafada, a Germana envelhece dois anos em tonéis de carvalho e bálsamo. O resultado é uma cachaça suave, com sabor sutil, que pode agradar também ao público leigo.


3º Lugar Canarinha
Procedência:
Salinas, MG
Graduação alcoólica: 44%
Envelhecimento: três anos em bálsamo

A procedência e o sobrenome do produtor são belas credenciais. Produzida em Salinas, a Canarinha é feita por Noé Santiago, sobrinho de Anísio Santiago, criador da famosa cachaça Havana (veja abaixo). Antes de ser embalada nas tradicionais garrafas de cerveja, ela é envelhecida por três anos em tonéis de bálsamo, o que lhe confere uma cor suave, amarelinha, e um sabor levemente apimentado, típico das aguardentes de Salinas. Para Weimann, a cor dourada como um champagne, o sabor frutado e o buquê de flores do campo e capim fazem a diferença. "É uma cachaça das mais puras, equilibrada, persistente e excelente", garante Weimann.

2º Lugar Anísio Santiago
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 44,8%
Envelhecimento: entre seis e oito anos em carvalho e bálsamo

Anísio Santiago é mais que uma cachaça - é um mito. Forte, com cheiro de madeira seca, um leve amargor que permanece na boca, sabor e aroma persistentes. "O segredo de Anísio é a combinação de madeiras diversas. Não é perfeita, é mais uma boa cachaça, um ícone a ser reverenciado", diz Weimann. E que se tornou mitológica devido a uma questão judicial: a Havana perdeu o nome e foi rebatizada como Anísio Santiago. Hoje, uma garrafa antiga de Havana chega a custar mais de 20 mil reais. "É o marketing 'cubano': 'a gente faz por gosto, dane-se o mercado, quem quiser que corra atrás'. Ainda que haja uma dúzia de cachaças tão boas quanto ela por 10% do preço", diz o jornalista Ronaldo Ribeiro, autor de várias reportagens sobre a Havana. O preço de uma Anísio Santiago varia bastante, podendo custar entre 200 e 300 reais em São Paulo. "A expectativa é tão grande que, ao provar, no primeiro gole você já está fascinado", garante Ribeiro. Tal é o sabor de uma boa história.

1º Lugar Vale Verde
Procedência:
Betim, MG
Graduação alcoólica: 40%
Envelhecimento: três anos em carvalho

A campeã é uma cachaça correta em todos os sentidos. É produzida na fazenda Vale Verde que, além de engenho de cachaça, é também um parque ecológico, com visitas guiadas onde se pode conhecer os "segredos" da produção. A aguardente é equilibrada, encorpada e madura. Segundo os produtores, suas técnicas de fermentação e destilação foram baseadas naquelas praticadas na Europa para fabricação de whiskies. Isso proporciona um produto final equilibrado, estável, pronto. Os três anos em tonéis de carvalho explicam a cor dourada e o buquê marcante de madeira. É justamente esse envelhecimento que garante o equilíbrio da bebida, que desce redondinha, sem aspereza. A cana colhida no ponto certo, fruto dos solos calcários da região de Betim, a fermentação nos antigos alambiques de cobre e a criteriosa escolha dos barris de carvalho garantem a cor brilhante e o sabor adocicado persistente. Além disso, a Vale Verde tem a melhor relação custo-benefício: uma garrafa custa, em média, 30 reais.


JURADOS:

MARCELO CÂMARA
Degustador profissional e autor do livro Cachaça - Prazer Brasileiro.

JOÃO BOSCO FARIA
Doutor e pesquisador em química de destilados pela Unesp e Unicamp.

ERWIN WEIMANN
Químico e mestre-cervejeiro, autor do livro Cachaça: a Bebida Brasileira.

MARIA JOSÉ MIRANDA
Diretora da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), que coordena o Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Aguardente de Cana, Cachaça ou Caninha.

PAULO MAGOULAS
Jornalista, publicitário e presidente da Academia Brasileira da Cachaça.

CLÁUDIA FERNANDES
Cachaciére e presidente da Confraria do Copo Furado.

MAURÍCIO MAIA
Presta assessoria e consultoria especializada para cachaçarias.

RONALDO RIBEIRO
Repórter da revista National Geographic, autor de reportagens sobre Anísio Santiago.

CELSO NOGUEIRA
Especialista em destilados e palestrante sobre harmonização de cachaça e charutos.

MARCO ANTÔNIO MARIANO
Comanda a cachaçaria paulistana Consulado da Cachaça.

SÉRGIO ARNO
Dono da Universidade da Cachaça (SP) e colecionador com mais de 1.600 garrafas.

MOACYR LUZ
Músico apaixonado por cachaça.

MARION BRASIL
Cachaciére carioca responsável pela carta de diversas cachaçarias do Rio de Janeiro.

ONDE COMPRAR:
•Cachaça & Cia.:
www.cachaca.com.br;
•Cia do Whisky: Tel.(11)5055-6000;
•Cachaçaria Paraty: Tel.(24)3371-1054;
•Cachaças do Nordeste:
www.cachacasdonordeste.com.br;
•Grife da Cachaça:
www.grifedacachaça.com.br

domingo, 23 de janeiro de 2011

A CANINHA DO REI

Duvido que alguém tenha tido sua imagem
vinculada a produtos e empresas em mais
oportunidades e em mais países do que eu.


A afirmação, aparentemente pretensiosa, foi dada em entrevista à revista “Istoé Dinheiro” por um personagem conhecido mundialmente. E que tem um currículo de publicidades realmente extenso: Edson Arantes do Nascimento.

Desde que surgiu para o mundo nos gramados da Suécia em 1958, Pelé passou a ser alvo de empresas, interessadas em associar suas marcas ao Rei do futebol, completou 70 anos. E fez propaganda de quase tudo. De colchão, café, bola, banco, cartão de crédito, vitaminas e até remédio para disfunção erétil.

Mas o melhor jogador de futebol de todos os tempos sempre se recusou a fazer anúncios de bebida alcóolicas. Propostas não faltaram. Uma das primeiras foi feita logo em 1958, por um amigo de seu pai, Dondinho. Que era diretor de uma usina de cana de açúcar. A oferta era para que o craque batizasse uma aguardente. Era um ótimo cachê.

Mas na hora H eu disse: pai, isso não é bom pra mim. Propaganda de pinga não pega bem relembrou certa vez o Rei. Mas a desistência não impediu que muitas garrafas da “Caninha Pelé” fossem distribuídas para o comércio. Com a imagem do adolescente, retratado com o terno usado na volta da Suécia, no rótulo. Pelé conseguiu que a maioria das unidades fossem recolhidas. Mas algumas ’sobreviveram’ e viraram artigo de colecionador.

Fonte: Globo.com

Quer ver uma legitima garrafa dessa, é só
ir no bar do Leonel. Caninha Pelé - sem preço!
Foto: Rafael Gorski

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

CACHAÇA, PINGA, AGUARDENTE,...

"Água-que-passarinho-não-bebe"
Como diz o ditado, as claras para as misturas, as escuras sempre puras.

Cachaça, pinga, cangibrina, marvada, branquinha e outras são nomes dado à aguardente de cana, uma bebida alcoólica tipicamente brasileira. Seu nome pode ter sido originado da velha língua ibérica (cachaza) significando vinho de borra, um vinho inferior bebido em Portugal e Espanha, ou ainda, de "cachaço", o porco, e seu feminino "cachaça", a porca. Isso porque a carne dos porcos selvagens, encontrados nas matas do Nordeste os chamados caititus era muito dura e a cachaça era usada para amolecê-la. É usada como coquetel, na mundialmente conhecida "caipirinha".

É obtida com fermentação da garapa de cana-de-açúcar. Já a fermentação do melaço dá origem a aguardente. A cana-de-açúcar, elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. Seu teor alcoolico varia de 40º à 50º. A cana-de-açucar é uma planta pertencente à família das gramíneas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da história.

Em São Paulo, os bares campeões em variedades são:
Bar do Leonel, o Filial, o Valadares e o Terra Nova.

sábado, 30 de outubro de 2010

O LENDÁRIO ANÍSIO SANTIAGO


Anísio Santiago nasceu no dia 2 de fevereiro de 1912, na fazenda Bonfim, zona rural de Salinas. Ali cresceu e viveu sua infância e adolescência ao lado dos pais e irmãos. Aos doze anos de idade, escondido do pai, experimentou beber cachaça pela primeira vez. Não gostou. Desde então jamais bebeu cachaça em toda a sua vida. Entretanto, quis o destino que a cachaça tivesse importância fundamental em sua vida. Faleceu no dia 22 de dezembro de 2002, aos 91 anos. Em vida foi uma lenda. Transformou-se no maior ícone da história da cachaça brasileira. É impossível falar ou escrever sobre cachaça sem tecer comentário ao seu nome e ao seu feito. Mesmo após a sua morte em 2002, ainda desperta curiosidade em muitas pessoas. Ainda muito se fala e se escreve a seu respeito e do legado que deixou. Deixou grande lição de vida e demonstrou que é possível crescer e construir uma vida respeitável e obter a admiração de todos. Sempre permaneceu fiel aos seus ideais e princípios que acreditou serem verdadeiros.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA SANTIAGO,
Roberto Carlos Morais. O Mito da Cachaça Havana -Anísio Santiago.
Belo Horizonte: Cuatiara, 2006, 292 páginas.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

RANKING DAS MELHORES CACHAÇAS DO BRASIL 2009

A Revista Playboy Edição Agosto/2009 (capa Priscila) divulgou o ranking das melhores CACHAÇAS do Brasil em 2009 por avaliação de júri especializado.

01º. Anísio Santiago/Havana (Salinas, MG)
02º. Vale Verde (Betim, MG)
03º. Claudionor (Januária, MG)
04º. Germana (Nova União, MG)
05º. Magnífica (Vassouras, RJ)
06º. Canarinha (Salinas, MG)
07º. Maria Izabel (Paraty, RJ)
08º. Tulha (Mococa, SP)
09º. Casa Bucco (Bento Gonçalves, RS)
10º. Volúpia (Alagoa Grande, PB)
11º. Nega Fulo (Nova Friburgo, RJ)
12º. Armazém Vieira Ônix (Florianópolis, SC)
13º. Armazém Vieira Tradicional (Florianópolis, SC)
14º. Tabaroa(Bichinho, MG)
15º. Santo Grau (Coronel Xavier, MG)
16º. Sapucaia Velha (Pindamonhangaba, SP)
17º. Weber Haus Reserva Especial (Ivoti, RS)
18º. Dona Beja (Araxá, MG)
19º. Serra Preta (Alagoa Nova, PB)
20º. Rochinha 12 anos (Barra Mansa, RJ)