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segunda-feira, 16 de maio de 2011

CONHAQUE

DEU DURO TOME UM CONHAQUE..RS,
CONSIDERADO O OURO LIQUIDO!


Conhaque, brandy ou brande é o produto decorrente da destilação de vinho, geralmente contendo cerca de 40 a 60% de graduação alcoólica por volume. O nome em português é derivado da palavra cognac, um tipo de conhaque com indicação de procedência da região homônima da França.

Além do vinho, esta bebida destilada pode ser feita com suco de fruta fermentado no caso da uva normalmente são utilizadas apenas espécies viníferas. É usualmente degustado após as refeições. A bebida é um vinho branco envelhecido em um barril de carvalho, até atingir o tom âmbar


Muito utilizado na gastronomia para flambar, uma técnica que consiste em aquecer uma bebida alcoólica em fogo alto numa frigideira, fazendo pegar fogo sobre os ingredientes da preparação culinária. Despeje o conhaque na frigideira sobre os ingredientes, deixe esquentar em fogo alto e incline a frigideira levemente para que o fogo toque na preparação. Tome muito cuidado! Utilize luva térmica e se afaste do fogo quando o conhaque for despejado. O álcool da bebida vai evaporar com o fogo. Deixe flambar até acabar a chama.



DREHER: Entre os mais famoso nos botecos pé sujos este nacional com preço médio de R$10,00 a garrafa, muito utilizado na mistura com o Martine para a famosa Maria Mole


DOMECQ:
Um conhaque entre o Dreher e o Fundador, também é um destilado de vinho, envelhecido em barris de carvalho com a técnica tradicional do sistema de soleras e sob supervisão direta de PEDRO DOMECQ. Preço médio de R$ 15,00



FUNDADOR: Brandy de Jerez Fundador Solera Reserva elaborado pela Pedro Domecq na Espanha.Final de semana passado degustei com meu amigo Ivo essa maravilha, tava um friozinho na chácara dele e caiu muito bem, apesar que a gente já havia matado meia garrafa de grappa italiana...rs. Preço médio até R$ 75,00


HENRY IV: Agora se você preferir o mais caro do mundo, esse é o DNA de Cognac, Henry IV Grand Champagne é produzido desde 1776, é envelhecido em barris por mais de 100 anos. A garrafa pesa 8 Kg pois é mergulhada em ouro amarelo 24K e banhada em platina alem de ter cravejados 6,5 mil diamantes. O valor da garrafa? Algo em torno de U$ 2 milhões. Fazer uma maria mole com esse conhaque...kkkkk



RECEITA MARIA MOLE:
1 dose de conhaque 1 e ½ dose de Martini e 1 pedra de gelo

( melhor usar Dreher ou Domecq...rs )

segunda-feira, 25 de abril de 2011

ARAK - LEITE DE CAMELO

BEBIDA ALCOÓLICA DE ORIGEM ÁRABE.

Destilada da tâmara ou uva, aromatizada com anis dentre outras especiarias.


O Arak deve ser bebido diluído em água ou servido puro com gelo (on the rocks), quando adquire aspecto leitoso, é conhecido como "Leite de Camelo". Parecida com licor, é consumida após as refeições. Quando puro tem aroma intenso de anis e sabor idem levemente doce e um pouco ácido, é uma bebida quente embora não se sinta o sabor do álcool só seu efeitos.


O arak em muitas regiões do mundo árabe muçulmano é proibido mas não deixou de ser consumido por isso. Sua graduação alcoólica é de 45,9% Vol. Valor de mercado em torno de R$30,00 a garrafa de 970 ml. Você encontra no bar do Leonel.

terça-feira, 19 de abril de 2011

II ENCONTRO CAIPIRA DOS AMIGOS

CRIATIVIDADE É TUDO!

Vi esse post no Blog 100frescura, e também apoiamos todas as boas idéias, e como eles fizeram também quero compartilhar com os seguidores do Blog Boteco Brejinha. Portanto aí vai um exemplo de como a mente humana é capaz de ser criativa.

E ainda tem mulher que diz que homem
não sabe usar máquina de lavar…

Parabenizamos aos organizadores da 2ª Caipira dos Amigos. Concordamos e apoiamos a campanha da turma do Blog 100frescura para que esse pequeno encontro de amigos torna-se um evento nacional!

sábado, 9 de abril de 2011

CACHAÇA VALE VERDE

REALMENTE A MELHOR, COM O
MELHOR
CUSTO-BENEFÍCIO...RS
A cachaça Vale Verde, que já é lider de mercado nacional de cachaças artesanais, é hoje um produto para exportação, sendo referência mundial de qualidade. Nos ultimos anos a Vale Verde aumentou sua linha de produtos e conquistou vários prêmios nacionais e internacionais. Com certificação voluntária do INMETRO. A única cachaça com 100% da renda revertida em ações de conservação ambiental.

MEDALHA DE OURO DO PRÊMIO CACHAÇA MASTER 2010
DA REVISTA INGLESA THE SPIRIT BUSINESS


MELHOR CACHAÇA EXTRA PREMUIM NO RANKING PLAYBOY

1º LUGAR 2007 E 2º LUGAR 2009


MELHOR RÓTULO DA AMÉRICA LATINA NO PRÊMIO

THEOBALDO DE NIGRIS/ABIGRAF 2007


1º LUGAR NO 1º FESTIVAL DA CACHAÇA AMPAQ/MG


1ª CACHAÇA A RECEBER O SELO DE QUALIDADE AMPAQ/MG


A cachaça ganha sabor e a cor dourada quando envelhecida nos tonéis de carvalho europeu. Os barris recebem o selo do Ministério da Agricultura e são lacrados para envelhecimento de 3 anos, sendo liberada para comércio só após este período. Mais de 2.000 barris estão hoje armazenados num galpão com mais de 100 de comprimentos, mantidos sob temperatura e umidade controladas por um sistema interno de circulação de água.

PRODUTOS

VALE VERDE cachaça extra premium: 3 anos de envelhecimento em tonéis de carvalho, teor de 40% vol. seu sabor suave conquistou a preferencia dos apreciadores de cachaça. Disponível em garrafas de 1L, 700ml. e 50 ml. Preço de mercado R$ 43,50 - Dica: experimente gelada



MINHA DEUSA cachaça branca de minas: armazenada em tonéis grápia, o que permite sentir de maneira mais acentuada o sabor da cana. Teor de 40% vol. Medalha de ouro no Cachaça Master 2010. Disponível em garrafas de 1L, 700ml. Preço de mercado R$ 29,50



VALE VERDE 12 ANOS edição limitada: Teor de 40% vol. produzida com requintes artesanais e tornou-se objeto de desejo para colecionadores e apreciadores da boa e sofisticada cachaça. Disponível em garrafas de 700ml. Preço de mercado R$ 262,00



VALE VERDE 25 ANOS: Ela é comemorativa pelos 25 anos da produção da extra premium de cor amarela 3 anos de envelhecimento em tonéis de carvalho, teor de 40% vol. Disponível em garrafa de 700ml. Preço de mercado R$ 74,90



LICOR DO MESTRE: Elaborado a partir de uma mistura da cachaça Vale Verde e 7 ervas finas, o fabricante garante que são ingredientes que conquistam paladares. Com teor de 36% vol. Disponível em garrafa de 750ml. Preço de mercado R$ 93,50



GELATINA DE CACHAÇA: A gelatina de cachaça é famosa pelo seu sabor exótico e aroma suave - Embalagem com 350g - Preço de mercado R$ 18,90

O ALAMBIQUE AINDA POSSUI UM
PARQUE ECOLÓGICO



A apenas 42 Km de Belo Horizonte, o Vale Verde Parque Ecológico, localizado em Betim, é uma reserva natural que mistura beleza, cultura e lazer. Projetado para preservar a fauna e flora, proporciona a toda família um passeio em um ambiente agradável e tranqüilo, em contato com a natureza. Um verdadeiro paraíso dentro da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O Vale Verde oferece diversas atrações de lazer, como passeio de charrete, viveiro encantado de lóris, trilha ecológica, pedalinho e tirolesa. Destaque para a exposição de pássaros raros, como a Harpia (o maior rapinante das Américas) e de orquídeas (são 20 mil exeplares em todo Parque).
Para os adultos, são oferecidas visitas ao processo de produção da cachaça Vale Verde, considerada pela Revista Playboy como a melhor cachaça artesanal do Brasil, e visita ao museu que conta a história da bebida.

Outro destaque é a maternidade de aves onde os visitantes poderão conhecer o processo de reprodução e crescimento dos animais, com segurança e sem colocar em risco a vida e saúde dos filhotes.
O Parque recebe ainda, grupos escolares onde são desenvolvidos roteiros pedagógicos personalizados. Possui, também, um belo restaurante com cardápio da cozinha internacional.

VALE VERDE ALAMBIQUE E PARQUE ECOLÓGICO
ROD. MG 50, KM 39 - BAIRRO VIANÓPOLIS - BETIM/MG - BRASIL
Parque Ecológico: (31) 3079-9171

sábado, 2 de abril de 2011

MOONSHINES

MAS O QUE É UMA MOONSHINE?

Moonshine é qualquer tipo de álcool feito secretamente para driblar a proibição de bebidas ou altos impostos. O termo é derivado do verbo moonshining”, referente a qualquer profissão ou atividade que fosse feita na calada da noite.

Como as destilarias ilegais tinham que trabalhar longe da vista das autoridades, em horários alternativos ou em lugares remotos, se tornaram conhecidos como moonshiners e o termo passou a ser exclusivamente deles.

Mas é ilegal e perigoso? Exatamente! O moonshine são bebidas feitas de forma totalmente artesanal e em sua grande maioria sem relação nenhuma com a higiene e hábitos condizentes com a vigilância sanitária. E ai, encara um gole?

Muitos casos utilizam ferramentas inadequadas para a produção do álcool, como radiadores de carros em que o contato do líquido com a solda, produtos de limpeza ou até o glicol, um anticongelante muito perigoso para a saúde humana, contamina com alguma substancia perigosa. Até mesmo o modo de fermentação dos produtos utilizados que podem liberar alguma toxina.


Nem sempre o consumo de álcool foi aceito como temos hoje. Mesmo que em alguns países o consumo em público ainda seja proibido é certo que temos leis e atitudes muito mais liberais que nossos antepassados. Com um passado recheado de rigidez legislativa sobre o consumo de álcool ou até as altas taxas que eram praticadas pelos governos criou-se uma cenário próprio para o aparecimento das tão conturbadas moonshines.

Antigamente alguns testes de qualidade eram aplicados como a queima do líquido em uma colher de metal. Se a chama fosse azul provaria a pureza do líquido. Se amarelada continha muitas impurezas e se vermelha continham produtos tóxicos. Uma técnica não muito segura para determinar a qualidade de uma bebida.

Moonshines pelo mundo:

Brasil
Em Brasil há uma tradição antiga de destilamento caseiro, especialmente nas áreas rurais. Licores artesanais (especialmente cachaça e vinho feito em fazendas pequenas) tendem a ser da qualidade boa. Um famoso moonshine que ainda existe por aqui é conhecido como “Maria Louca” (“Mary louca”). É aguardente feito nas cadeias pelos próprios presos.

Canadá
Moonshine é muito utilizado para nomear qualquer bebida caseira. As versões antigas eram feitas provavelmente das peles da batata mas agora a maioria de uso home dos produtores melaço como uma fonte do açúcar. Existe também uma versão legal de Moonshine está agora disponível em torno de Canadá em a maioria de lojas, é destilado a mesma maneira que o moonshine ilegal.

Colombia
Na Colômbia o moonshine é chamado “Tapetusa” ou “Chirrinchi” e é ilegal. Entretanto, é completamente popular em algumas regiões e foi tradicional por centenas dos anos. O custo do tapetusa é uma fração das bebidas alcoólicas legais pesadamente taxadas no país. Os aborígines também faziam sua própria versão da bebida alcoólica chamada “Chicha“antes da chegada de Europeus. Chicha é feito geralmente do milho. Na costa da Colômbia, a tribo de Wayuu produz o “Chirrinche” que é para o consumo e o comércio locais com turistas. Chirrinche é considerado para ser muito forte e produz frequentemente uma ressaca foda.

Dinamarca
Na Dinamarca, o moonshine é consultado a como hjemmebrændt (repouso queimado).

Equador
Em Equador, o moonshine é destilado frequentemente da cana-de-açucar.

Finlandia
O moonshine finlandês é a nossa vodka, feito geralmente de hidratos de carbono fermentado, geralmente grão, açúcar ou batata. O nome o mais comum é pontikk.

Geórgia
Em Geórgia o moonshine tradicional da uva é chamado chach. Também é promovido como “conhaque Georgia” ou “ vodka Georgian”, e comparado a grappa.

Grécia
Em Greece o moonshine é batizado como a Raki (grego: ρακή) no ilha de Creta, Tsikoudia (grego: τσικουδιά) e Tsipouro (grego: τσίπουρο) em outras partes do país.

Guatemala
O termo o mais conhecido na Guatemala o moonshine é cusha. É popular em regiões grandes do campo, onde é feito fermentação das frutas, particularmente para festivais Maia. Se proibido. Cusha é também um artigo de valor para os shamans, que o consomem durante cerimônias de limpeza e os cospem seus “pacientes”.

Ireland
No grão ou a batata basearam o moonshine feito ilegal dentro Irlanda e é chamado poitín. O termo é um diminutivo da palavra pota “um potenciômetro”.

Japão
No Japão, fazer bebida em casa é chamado doburoku. Quando não for um licor destilado, tem uma reputação de ser completamente potente, e está comparado às vezes com o moonshine. Mas as leis do controle do licor do presente proíbem destilação caseira de bebidas que contêm álcool de acima de 1%.

Malásia
No estado de Sarawak em Malásia o moonshine é chamado “Langkau”. E éfeito do vinho fermentado de arroz (tuak).

Nova Zelândia
Nova Zelândia é um do poucos sociedades ocidentais onde a destilação caseira é legal. Na Nova Zelândia, os destiladores e a instrução em seu uso são vendidos abertamente.

Peru
Peru é outro dos poucos países onde o moonshine é completamente legal. A produção e a venda de bebidas alcoólicas homemade são inteiramente não reguladas mas seu consumo é comum em refeições diárias. Pisco é uma das bebidas alcoólicas as mais comuns dentro Peru, embora tipos diferentes de chicha, com seu índice de álcool geralmente baixo, são bastantes consumidas.

Rússia
Na Rússia o nome para toda a bebida alcoólica destilada em casa é samogon (ru: самого́н), traduzido literalmente como o “auto destilado”. A fonte a mais popular para samogon é o açúcar porque é completamente eficaz.

África do Sul
Na África do Sul o moonshine feito de fruta (na maior parte pêssegos ou marulas) é conhecido como mampoer (nomeado após Pedi chefe Mampuru).

Curiosidade:
Moonshine aparece em canções de um número de artistas, como
Bob Dylan, Alfaiate de James, John Denver, Steve Earle,
Jimmy Buffett e Jr. de Williams do Hank.. Zorra Parton cantou
uma canção chamada do “Moonshine Daddy ainda”.

quinta-feira, 24 de março de 2011

O PODEROSO ABSINTHO

O TEOR ALCOÓLICO VARIA DE 50% A 85%

O absinto é um licor muito popular na França. Segundo consta, os artistas parisienses do final do século XIX e princípios do século XX adoravam beber Absinto, que chegou a ser proibido em 1915, depois de se tornar o vilão das bebidas alcoólicas e de provocar porres torrenciais nas pessoas.

O licor tem geralmente uma cor verde-pálido, com um aroma similar ao anis, porem mais sutil, devido às diversas ervas usadas. O problema é que ele apresenta uma percentagem de álcool muito elevada (45% a 85%). Na realidade, o absinto (losna) é uma planta medicinal que favorece a digestão e pode ser freqüentemente encontrada em forma de infusão ou decocção.

Mais conhecida como “fada verde”, ela continua ainda sendo muito apreciada nas montanhas Jura da Suíça e da França. O absinto suscita muitas polêmicas, pois dizem que ele pode gerar alucinações. Dizem quem bebe muito vê fadas verdes....rs

De fato, a tuiona que encontramos neste álcool pode ser muito tóxica, se consumida em altas doses. Na Suíça, as autoridades finalmente legalizaram a comercialização do álcool de absinto, para combater a concorrência estrangeira e o contrabando, principalmente nas montanhas Jura.

Só que, no nosso caso, a planta do Absinto também pode ser destilada para produzir álcool. No Brasil temos o Absinto Camargo com 54%, custa por volta de R$ 40,00 a garrafa de 200ml.

O Absinto hoje é servido de inúmeras maneiras, desde sua forma clássica, com um torrão de açucar derretido por uma pedra de gelo sobre uma colher perfurada, até nos suaves drinks com frutas ou na culinária.


Receita Original como era servido no século XIX
2 colheres pequenas de açucar
1 dose de Absinto

Em seguida despeje lentamente água mineral

Esta é a melhor maneira de inaugurar sua garrafa de Absinto,
um drink extremamente belo


Tears!

quarta-feira, 23 de março de 2011

A MELHOR CAIPIRINHA


Pra quem gosta da minha caipirinha, achei esse video do Souza do Bar Veloso, que é exatamente da mesma forma que eu faço, então quando eu for na sua casa não me ofereça mais aquela capirinha ruim, ok?!....kkkk


quarta-feira, 16 de março de 2011

OS 10 MANDAMENTOS DA BOA CACHAÇA

POR SÉRGIO ARNO, CHEF E DONO DA
UNIVERSIDADE DA CACHAÇA


1º MANDAMENTO ANALISARÁS BEM O RÓTULO Verifique o ano, a procedência, a cor, o lacre e a graduação alcoólica. Garrafa deve ser sempre transparente, pois a cor ajuda a identificar, entre outras coisas, as impurezas.

2º MANDAMENTO NÃO TERÁS PRECONCEITO Se de qualidade garantida, a cachaça não tem nada de "marvada". Ter preconceito é totalmente infundado.

3º MANDAMENTO BEBERÁS SEMPRE EM TEMPERATURA AMBIENTE A temperatura ambiente é ideal, pois mantém o aroma e o sabor intocados.

4º MANDAMENTO DARÁS A CADA CACHAÇA SEU FIM MERECIDO Para a mundialmente conhecida caipirinha, deve-se usar uma cachaça com teor alcoólico alto, pois o gelo dilui a bebida. E sempre branca. O sabor envelhecido não combina com a caipirinha. O mesmo tipo de cachaça, branca e forte, deve ser usado para culinária, pois o alto teor alcoólico flamba melhor. E, para beber purinha, vale a melhor cachaça, claro, envelhecida em tonéis de madeira e de boa procedência.

5º MANDAMENTO ESTOCARÁS SEMPRE Monte a sua adega. Mantenha as garrafas num ambiente escuro, fresco e longe da mesa, para evitar a tentação.

6º MANDAMENTO CONHECERÁS PARA DEGUSTAR Um pouco de conhecimento sobre o mercado e a história da cachaça ajuda a não levar gato por lebre. Salinas, por exemplo, é ícone da cachaça nacional, mas algumas marcas desconhecidas embarcam na fama e vendem pinga barata com a rubrica da cidade. Atenção às cachaças indicadas por este ranking. Livros, como o de Erwin Weimann, também ajudam.

7º MANDAMENTO NUNCA BEBERÁS CACHAÇA SOZINHO Cachaça é para bebericar com os amigos, é algo social. Quanto mais amigos se tem, mais cachaça na cabeça...

8º MANDAMENTO COMBINARÁS A BOA CACHAÇA COM A BOA COMIDA Tudo que é gorduroso vai bem com cachaça. Mas tem de ser branca, nunca envelhecida, porque o sabor da madeira compete com o do alimento. Cachaça envelhecida, só após as refeições, de preferência com um bom charuto.

9º MANDAMENTO CONQUISTARÁS AMIGOS E MULHERES Para impressionar, diga que cachaça envelhecida guardada no freezer ganha a viscosidade de um licor, e substitui até um bom brandy.

10º MANDAMENTO DEGUSTARÁS, MAS NÃO SE TORNARÁS UM CACHACEIRO As provas de cada cachaça devem ser pequenas. Mesmo. Mas não se cospe depois seria pedir demais. Tenha sempre água, pão ou bolinho para consumir entre as provas, para limpar a boca.

terça-feira, 15 de março de 2011

AS 20 MELHORES CACHAÇAS

Essa velha história de reunir um juri e proclamar os melhores não é muito digna de fé, todavia aqui vai uma primeira orientação.

RANKING DA CACHAÇA Reunimos os maiores especialistas do Brasil para eleger as 20 melhores aguardentes

Por Willian Vieira:
Cada vez mais, o Brasil deixa de ser o único país do mundo a se envergonhar do seu destilado.
A boa e velha cachaça há muito deixou de ser uma bebida sem valor. Hoje é apreciada em confrarias, tem admiradores mundo afora e já conta com legislação específica. Fatores que, combinados, impulsionam um mercado promissor, com lucro de até 600 milhões de dólares ao ano.

São mais de 5 mil marcas de cachaça legalizadas no Brasil e uma produção de cerca de 1,4 bilhão de litros ao ano. Nessa conta estão desde cachaças artesanais que levam anos para ficarem prontas e podem custar até 500 reais a garrafa, até pingas industriais produzidas em algumas horas e vendidas a 2 ou 3 reais. Um abismo não só de preço, mas principalmente de qualidade. Dizer qual cachaça tem sabor mais intenso, melhor buquê, melhor aroma e, em especial, qual realmente vale o que se paga por um vinho importado (embora raramente custe tanto) não é tarefa simples. Por isso, reunimos 13 experts no assunto e pedimos que eles votassem nas melhores cachaças do Brasil. Apurada a votação, levamos o químico especialista em destilados Erwin Weimann, autor do livro Cachaça: a Bebida Brasileira, à Universidade da Cachaça, em São Paulo, onde, ao lado do chef Sérgio Arno, dono da casa, ele degustou e comentou cada uma das 20 escolhidas. Confira aqui quais são, segundo os bons entendedores, as melhores aguardentes do país.


20º Lugar Volúpia
Procedência:
Alagoa Grande, PB
Graduação alcoólica: 42%
Envelhecimento: descansada um ano em freijó

Bebida de sabor forte e bastante pronunciado, a paraibana Volúpia é uma das duas representantes das cachaças nordestinas na votação dos especialistas. É descansada em freijó, uma madeira típica do Nordeste, raramente usada por outros produtorese que pouco interfere na bebida, o que explica a cor branca dessa aguardente.


19º Lugar GRM
Procedência: Araguari, MG
Graduação alcoólica: 41%
Envelhecimento: dois anos em carvalho, umburana e jequitibá-rosa

Cachaça envelhecida de excelente equilíbrio e harmonia. A combinação de três madeiras suaviza a força da umburana e proporciona um sabor palatável, puxado para o amargo.



18º Lugar Seleta
Procedência:
Salinas, MG
Graduação alcoólica: 42%
Envelhecimento: dois anos em umburana

Envelhecida em umburana, a Seleta é um bom exemplo da presença dessa madeira, que empresta um gosto acre, forte e persistente por muito tempo. Recomendada aos que gostam de sabores intensos.


17º Lugar Abaíra
Procedência:
Chapada Diamantina, BA
Graduação alcoólica: 42%
Envelhecimento: três anos em carvalho

Límpida e brilhante, com aroma suave. Nela prevalece o carvalho, que virou um símbolo de qualidade entre destilados, por causa dos whiskies e cognacs.


16º Lugar Lua Cheia
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 45%
Envelhecimento: entre dois e três anos em bálsamo

Das mais típicas de Salinas. O bálsamo confere a ela uma cor dourada e cintilante, além de trazer um sabor amadeirado e levemente apimentado.


15º Lugar Mato Dentro
Procedência: São Luiz do Paraitinga, SP
Graduação alcoólica: 41%
Envelhecimento: descansada oito meses em amendoim

Na variação Prata, a escolhida pelos votantes, ela é envelhecida em tonéis de amendoim, uma madeira neutra, que interfere pouco na aguardente, e dá coloração límpida. Tem sabor e aroma delicados, próximos da cana. Quase com "cheiro de roça".


14º Lugar Corisco
Procedência:
Parati, RJ
Graduação alcoólica: 45%
Envelhecimento: dois anos em carvalho

"É uma cachaça jovem, que ainda precisa envelhecer", afirmam nossos conhecedores. A combinação de muito álcool e pouco envelhecimento, característica das cachaças de Parati, resulta numa bebida forte e picante. Boa representante das pingas da região.

13º Lugar Sapucaia Velha
Procedência:
Pindamonhangaba, SP
Graduação alcoólica: 40,5%
Envelhecimento: dez anos em carvalho

É do envelhecimento no carvalho que vem o sabor e o buquê acentuados. Criada em 1930, tem fama de ser produzida com extremo cuidado.


12º Lugar Indaiazinha
Procedência:
Salinas, MG
Graduação alcoólica: 48%
Envelhecimento: oito anos em bálsamo

De cor dourada, passa por longo envelhecimento no bálsamo, o que dá a ela um sabor ligeiramente semelhante ao de amêndoa. "Para se beber de joelhos", diz Weimann.


11º Lugar Maria Izabel
Procedência:
Parati, RJ
Graduação alcoólica: 44% (o rótulo indica, erroneamente, 42%)
Envelhecimento: entre um e quatro anos em carvalho

Suave, agradável, de baixa acidez. Aroma e sabor lembram a cana. Se destaca entre as cachaças de Parati pelo esmero da produtora e pelo uso do carvalho.



10º Lugar Piragibana
Procedência:
Salinas, MG
Graduação alcoólica: 47%
Envelhecimento: 22 anos em bálsamo e carvalho

A Piragibana é harmônica, com sabor e aroma persistentes, ainda que delicados - resultado do longuíssimo envelhecimento em bálsamo e carvalho. Caso típico de influência da combinação de madeiras, aqui escolhidas por Juventino Miranda, o produtor.


9º Lugar Magnífica
Procedência: Miguel Pereira, RJ
Graduação alcoólica: 45%
Envelhecimento: três anos em carvalho

Uma cachaça equilibrada. Apesar dos 45% de graduação alcoólica, a Magnífica é uma bebida suave, que desce fácil e apresenta buquê simples de cana jovem. Sua cor límpida é mais um destaque.


8º Lugar Armazém Vieira
Procedência: Florianópolis, SC
Graduação alcoólica: 44%
Envelhecimento: quatro anos em ariribá

O ariribá, madeira do litoral catarinense pouco usada no armazenamento de cachaças, tem interferência mínima na bebida e permite que ela envelheça sem afetar o gosto da cana. Desce macia, segundo os especialistas, pois o frescor da cana equilibra bem com a madeira.


7º Lugar Casa Bucco
Procedência:
Passo Velho, RS
Graduação alcoólica: 40%
Envelhecimento: dois anos em bálsamo e carvalho

Seu aroma e o sabor de carvalho são persistentes e lembram um bom brandy. É ácida e um pouco forte, sabores típicos de um terroir com pH elevado. Para quem gosta de carvalho e de tudo o que a madeiraempresta à bebida.



6º Lugar Boazinha
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 42%
Envelhecimento: dois anos em bálsamo

Cor brilhante e viscosidade perfeita, com forte presença do bálsamo no aroma e no sabor, que persistem longamente. A Boazinha é uma clássica representante de Salinas, por causa da influência da madeira: cor bem amarelada e sabor marcante.


5º Lugar Claudionor
Procedência:
Januária, MG
Graduação alcoólica: 48%
Envelhecimento: entre um e meio e dois anos em carvalho

A cidade de Januária já foi sinônimo da bebida, mas perdeu a vez para Salinas como região emblemática da cachaça mineira. A Claudionor, porém, é ótima opção para quem gosta de cachaça à moda antiga, forte, com muito gosto de cana. Para adequar-se à nova legislação, teve de reduzir seus 54% de graduação alcoólica para "apenas" 48%. Transparente, apesar de bem envelhecida, Claudionor tem buquê neutro, de cana madura e bem descansada, cujo gosto persiste na boca. É uma cachaça com corpo, equilibrada, perfeita para quem foge das madeiras.


4º Lugar Germana
Procedência: Nova União, MG
Graduação alcoólica: 40%
Envelhecimento: dois anos em carvalho e bálsamo

Facilmente reconhecida numa prateleira devido à embalagem, a garrafa da Germana é toda revestida de folhas secas de bananeira por mulheres artesãs do Engenho de Nova União. O objetivo é proteger a bebida da luz e do calor e assim manter suas características. Antes de ser engarrafada, a Germana envelhece dois anos em tonéis de carvalho e bálsamo. O resultado é uma cachaça suave, com sabor sutil, que pode agradar também ao público leigo.


3º Lugar Canarinha
Procedência:
Salinas, MG
Graduação alcoólica: 44%
Envelhecimento: três anos em bálsamo

A procedência e o sobrenome do produtor são belas credenciais. Produzida em Salinas, a Canarinha é feita por Noé Santiago, sobrinho de Anísio Santiago, criador da famosa cachaça Havana (veja abaixo). Antes de ser embalada nas tradicionais garrafas de cerveja, ela é envelhecida por três anos em tonéis de bálsamo, o que lhe confere uma cor suave, amarelinha, e um sabor levemente apimentado, típico das aguardentes de Salinas. Para Weimann, a cor dourada como um champagne, o sabor frutado e o buquê de flores do campo e capim fazem a diferença. "É uma cachaça das mais puras, equilibrada, persistente e excelente", garante Weimann.

2º Lugar Anísio Santiago
Procedência: Salinas, MG
Graduação alcoólica: 44,8%
Envelhecimento: entre seis e oito anos em carvalho e bálsamo

Anísio Santiago é mais que uma cachaça - é um mito. Forte, com cheiro de madeira seca, um leve amargor que permanece na boca, sabor e aroma persistentes. "O segredo de Anísio é a combinação de madeiras diversas. Não é perfeita, é mais uma boa cachaça, um ícone a ser reverenciado", diz Weimann. E que se tornou mitológica devido a uma questão judicial: a Havana perdeu o nome e foi rebatizada como Anísio Santiago. Hoje, uma garrafa antiga de Havana chega a custar mais de 20 mil reais. "É o marketing 'cubano': 'a gente faz por gosto, dane-se o mercado, quem quiser que corra atrás'. Ainda que haja uma dúzia de cachaças tão boas quanto ela por 10% do preço", diz o jornalista Ronaldo Ribeiro, autor de várias reportagens sobre a Havana. O preço de uma Anísio Santiago varia bastante, podendo custar entre 200 e 300 reais em São Paulo. "A expectativa é tão grande que, ao provar, no primeiro gole você já está fascinado", garante Ribeiro. Tal é o sabor de uma boa história.

1º Lugar Vale Verde
Procedência:
Betim, MG
Graduação alcoólica: 40%
Envelhecimento: três anos em carvalho

A campeã é uma cachaça correta em todos os sentidos. É produzida na fazenda Vale Verde que, além de engenho de cachaça, é também um parque ecológico, com visitas guiadas onde se pode conhecer os "segredos" da produção. A aguardente é equilibrada, encorpada e madura. Segundo os produtores, suas técnicas de fermentação e destilação foram baseadas naquelas praticadas na Europa para fabricação de whiskies. Isso proporciona um produto final equilibrado, estável, pronto. Os três anos em tonéis de carvalho explicam a cor dourada e o buquê marcante de madeira. É justamente esse envelhecimento que garante o equilíbrio da bebida, que desce redondinha, sem aspereza. A cana colhida no ponto certo, fruto dos solos calcários da região de Betim, a fermentação nos antigos alambiques de cobre e a criteriosa escolha dos barris de carvalho garantem a cor brilhante e o sabor adocicado persistente. Além disso, a Vale Verde tem a melhor relação custo-benefício: uma garrafa custa, em média, 30 reais.


JURADOS:

MARCELO CÂMARA
Degustador profissional e autor do livro Cachaça - Prazer Brasileiro.

JOÃO BOSCO FARIA
Doutor e pesquisador em química de destilados pela Unesp e Unicamp.

ERWIN WEIMANN
Químico e mestre-cervejeiro, autor do livro Cachaça: a Bebida Brasileira.

MARIA JOSÉ MIRANDA
Diretora da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), que coordena o Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Aguardente de Cana, Cachaça ou Caninha.

PAULO MAGOULAS
Jornalista, publicitário e presidente da Academia Brasileira da Cachaça.

CLÁUDIA FERNANDES
Cachaciére e presidente da Confraria do Copo Furado.

MAURÍCIO MAIA
Presta assessoria e consultoria especializada para cachaçarias.

RONALDO RIBEIRO
Repórter da revista National Geographic, autor de reportagens sobre Anísio Santiago.

CELSO NOGUEIRA
Especialista em destilados e palestrante sobre harmonização de cachaça e charutos.

MARCO ANTÔNIO MARIANO
Comanda a cachaçaria paulistana Consulado da Cachaça.

SÉRGIO ARNO
Dono da Universidade da Cachaça (SP) e colecionador com mais de 1.600 garrafas.

MOACYR LUZ
Músico apaixonado por cachaça.

MARION BRASIL
Cachaciére carioca responsável pela carta de diversas cachaçarias do Rio de Janeiro.

ONDE COMPRAR:
•Cachaça & Cia.:
www.cachaca.com.br;
•Cia do Whisky: Tel.(11)5055-6000;
•Cachaçaria Paraty: Tel.(24)3371-1054;
•Cachaças do Nordeste:
www.cachacasdonordeste.com.br;
•Grife da Cachaça:
www.grifedacachaça.com.br